A Luta

SIMERS diz que Farmácia Popular vende barato o que já pertence ao cidadão

07/02/2017 15:56

Foto: Pixabay / Jarmoluk
Foto: Pixabay / Jarmoluk
As novas regras impostas pelo Ministério da Saúde, de exigir idade mínima de pacientes para liberar remédios na Farmácia Popular, é mais uma forma de chamar atenção para um assunto extremamente importante: a existência do Programa. Criado em 2004, o Programa Farmácia Popular oferece medicamentos gratuitos ou com até 90% de desconto e busca ampliar o acesso da população a esses remédios considerados de tratamentos de doenças de maior incidência no Brasil. Para o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), é obrigação do governo não só oferecer desconto, mas conceder o medicamente gratuitamente. O presidente do SIMERS, Paulo de Argollo Mendes, compara o Programa Farmácia Popular à casa própria. “É como se eu passasse a te cobrar aluguel de uma casa que foi você mesmo quem comprou e eu dissesse para você que vou cobrar só R$ 20,00 por mês! Por que está reclamando? São só R$ 20,00. ” O SIMERS ressalta que assim como o governo tem obrigação de conceder consultas de graça, cirurgias de graça, os medicamentos também entrariam no rol de direitos gratuitos. A existência da Farmácia Popular abre um péssimo precedente que é a cobrança de coisas que o indivíduo tem o direito de receber. “O Programa deveria desaparecer e esses remédios irem para a farmácia do SUS (Sistema Único de Saúde) e serem distribuídos gratuitamente. O governo alega que as mudanças para compra de remédios aconteceram porque houve tentativa de fraudes na comercialização dos fármacos. Conforme o Ministério da Saúde, o SUS realizou auditoria em que revelou que 40% das solicitações de compras eram irregulares. NOVAS REGRAS A compra só será autorizada no sistema para pacientes que obedecerem aos critérios: Colesterol alto – idade mínima 35 anos Osteoporose – idade mínima 40 anos Parkinson – idade mínima 50 anos Hipertensão – idade mínima 20 anos Contraceptivo – 10 a 60 anos
SEGUROS