A Luta

Simers pretende fechar curso de obstetrícia da USP

24/08/2018 16:10

A Universidade de São Paulo (USP) mantém um curso de graduação para formar obstetras sem a necessidade prévia de formação em medicina ou enfermagem obstétrica. O Simers alerta que obstetrícia é uma especialidade médica ou da enfermagem obstétrica e não pode ser um curso de graduação para profissionais que não sejam dessas áreas. Com esse entendimento, o Simers está ajuizando uma ação contra a USP por admitir irregularidades na realização dos chamados “partos normais”. A medida prevê o fechamento da graduação. “Não é possível formar obstetras que não sejam graduados em medicina ou enfermagem”, ressalta Paulo de Argollo Mendes, presidente do Simers. A legislação brasileira exige que a atividade obstétrica nessa área ocorra sempre no âmbito de uma equipe de saúde e deve obrigatoriamente contar com um ou mais médicos. A iniciativa do Simers é inédita e deve ser protocolada em breve. A preocupação da entidade é com a preservação da vida, assegurando especialmente o direito do bebê nascer em segurança e da mãe vivenciar essa experiência com saúde. No Brasil, a mortalidade materna ainda continua longe do ideal, segundo a Organização Mundial de Saúde. Em torno de 92% das mortes maternas são por causas evitáveis e ocorrem, principalmente, por hipertensão, hemorragia ou infecções – que poderiam ser tratadas com o acompanhamento médico.

Recomendação sobre parto seguro

Conforme a Recomendação nº 1/2012 do CFM, sobre parto seguro, cerca de 90% dos óbitos maternos poderiam ser evitados por uma atenção em saúde adequada à mulher, desde o pré-natal até a realização do parto. O documento indica, ainda, que elas devem ser sempre acompanhadas por médicos e em ambientes propícios à oferta de cuidados obstétricos e neonatais a fim de assegurar uma assistência segura ao parto, embasada nos melhores níveis de evidência e controle de intervenção.
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