A Luta

Médicos da UPA 24h de Sapiranga atendem o dobro da capacidade

13/09/2017 19:00

Em mais uma visita de rotina, o SIMERS constatou nesta quarta-feira, 13, uma demanda superior à estrutura disponível na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h de Sapiranga. Oficialmente de porte um, o local deveria atender, em média, 180 pacientes por dia. Na prática, o número chega a cerca de 370 - mais do que o dobro. “Devido a esse movimento maior do que a capacidade, a classificação de risco acaba não acontecendo corretamente, de acordo com o protocolo de Manchester. Isso gera conflito entre pacientes, que querem atendimento mais rápido. Nesse processo, os médicos se veem sobrecarregados”, relata a diretora do SIMERS Gisele Lobato.
Upa 24h de Sapiranga
A unidade tem atendido mais do que o dobro da capacidade. Foto: Camila Ferro

Mais problemas

Além da sobrecarga, a insegurança também acaba se tornando parte da rotina. Na unidade só existe um porteiro, que faz ainda trabalho administrativo.  Os profissionais temem que uma situação de revolta possa gerar violência e, por isso, pedem por mais vigilantes. Outra reclamação é a incerteza que a equipe médica vem enfrentando com a troca da empresa responsável pela gestão da unidade. Não há garantia de que os profissionais terão seus contratos de trabalho mantidos. Também causa preocupação a ausência de um diretor técnico que atue na UPA. Os relatos são de que o cargo não é efetivamente ocupado há mais de um ano. “Não entendemos como uma UPA 24h desse porte, que tem sala de observação, que é para ser a retaguarda inicial de um hospital, não tem responsável técnico”, destaca a diretora do SIMERS.

Providências

O SIMERS vai marcar audiência com o prefeito e com a secretária municipal da Saúde para relatar os fatos. “Vamos exigir que as normas técnicas sejam cumpridas, proporcionando um atendimento melhor para a população e um trabalho com mais dignidade aos médicos”, conclui Gisele.
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