A Medicina

Grandes invenções da Medicina: você sabia que o primeiro transplante de órgãos vitais bem-sucedido foi feito entre gêmeos?

02/05/2017 09:45

Card 16 - Transplante_Wordpress A ideia do transplante de órgãos é antiga. Houve muitos experimentos, principalmente em animais. Homero, em sua obra Ilíada (700 a.C.), descreve um transplante com tecidos geneticamente diferentes. A lenda de São Cosme e Damião também traz informações sobre o transplante da perna de um soldado morto para um velho que teve a perna amputada. Em 1778, John Hunter usou o termo transplante para descrever experimentos criados por ele, como inserção de enxertos ovarianos e testiculares em animais de diferente espécie. Leia mais matérias da série Grandes Invenções da Medicina No começo do século 20, já eram feitos transplantes de órgãos não vitais, como enxertos de pele e córnea. A partir de 1933, foram feitas várias tentativas de transplante renal, mas os órgãos eram rejeitados pelos pacientes. Foi apenas em 1954 que o primeiro transplante de um órgão humano vital teve sucesso. O médico cirurgião Joseph Murray fez o transplante de rim entre irmãos gêmeos idênticos para evitar o perigo de rejeição. Levou algum tempo para se compreender uma maneira de realizar o procedimento entre pessoas que não fossem da mesma família. Os medicamentos imunossupressores, que evitam a rejeição de órgãos, evoluíram somente a partir da década de 80, possibilitando um aumento no número de transplantes. Em 2016, foram realizados 2.983 doações de órgãos no Brasil. Entre 2010 e 2016, o número geral de transplantes aumentou 19%. No Brasil, 86% dos procedimentos realizados são custeados pelo SUS (Sistema Único de Saúde), o que coloca o país em segundo lugar no ranking dos países com maior número de transplantes, ficando somente atrás dos Estados Unidos, que realiza cerca de 11 mil por ano. O Ministério da Saúde aumentou o orçamento para esse tipo de procedimento desde 2008, passando de R$ 453,3 milhões para R$ 942,2 milhões. Banner-MUHM
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