O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) fez duas reuniões de emergência na noite desta quarta-feira, 14, com equipes do Hospital Universitário de Canoas. Uma com profissionais do Centro Obstétrico e outra com os residentes. O presidente Marcelo Matias expressou preocupação com as falhas nas escalas.
A coordenadora do Núcleo Obstétrico do Simers, Débora Espírito Santo, também participou do encontro virtual. A equipe do CO relatou que, em um dos plantões, havia apenas um obstetra. O outro profissional não tinha a especialização necessária. Isso ocorreu devido à dificuldade que a Medintegra, empresa que faz as escalas, tem para encontrar profissionais com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) na área.
“É demasiado grave, principalmente em um plantão obstétrico, que atende gestantes de alto risco”, alertou Matias. Ele ressaltou que esse problema é reflexo dos atrasos nos pagamentos e das más condições de trabalho. Além disso, os obstetras que ainda aceitam permanecer nas escalas, mesmo sem os honorários devidos, veem a Medintegra pagar altos valores à vista para conseguir outros profissionais.
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Na segunda reunião da noite, com a presença do coordenador do Núcleo do Médico Jovem, Vinícius Conejo, a pauta foi a condição de trabalho dos residentes. Um dos principais problemas é a falta de preceptores, que deve ser um profissional com RQE na área do setor que está atuando.
Segundo os relatos, a Medintegra tem colocado médicos sem especialização nos plantões da UTI e do CO, por exemplo, o que impacta a formação dos residentes e coloca a assistência aos pacientes em risco. Em algumas escalas há apenas um profissional para atender duas UTIs. “O médico da UTI não pode sair da unidade, não pode ser responsável por outro setor”, exclamou Matias.
O Simers vai denunciar a questão da preceptoria à Comissão Estadual de Residência Médica e ao Cremers, que também será oficiado sobre sobre as escalas sem médicos suficientes ou sem RQE. O HU pertence ao Município de Canoas e é administrado pela Associação Saúde em Movimento (ASM), que venceu a licitação, desde dezembro de 2024.
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