A Prefeitura de Canoas repassou os recursos previstos ao Hospital Universitário (HU) de Canoas e, mesmo assim, a Associação Saúde em Movimento (ASM) não quitou as dívidas com os médicos. A situação foi esclarecida pelo presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Marcelo Matias, aos profissionais que atuam na instituição. A reunião virtual ocorreu na noite dessa segunda-feira, 12.
“Nós confirmamos pelo Portal da Transparência que os repasses estão em dia e, além disso, a empresa deve receber em torno de R$ 20 milhões em emendas parlamentares, mas sem garantia de que o valor será utilizado para honorários do corpo clínico. É inadmissível que os médicos não estejam recebendo”, afirmou Matias.
O diretor do Simers e também diretor clínico do HU, Marcos André dos Santos, esteve reunido com a secretária de Saúde de Canoas, Ana Boll, na semana passada, relatando as condições de trabalho dos profissionais. Ela confirmou que o hospital recebeu tudo que era devido.
Além de honorários atrasados, ainda também há valores de rescisões que não foram pagos. A ASM fez demissão em massa de médicos que tinham contratos CLT, forçando a pejotização (há uma ação do Simers na justiça trabalhista pedindo a anulação desses desligamentos).
A empresa assumiu o HU em dezembro de 2024 e, desde então, o hospital vem fechando leitos e setores, reduzindo a capacidade de atendimento, principalmente pela dificuldade em conseguir médicos para as escalas devido à falta de pagamento. Pacientes ainda enfrentam longo tempo de espera por cirurgias e exames, como os de hemodinâmica, devido ao sucateamento do parque tecnológico do Universitário.
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O Simers vem lutando pela federalização do HU. Além disso, possui cerca de 190 ações na justiça cobrando soluções para a saúde em Canoas. No entanto, nenhuma delas teve qualquer tipo de decisão. O Sindicato vai seguir tomando providências, buscando garantir que os médicos recebam o que é devido, tenham melhores condições de trabalho e a população, acesso à assistência.
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