Centro Obstétrico do Hospital Universitário de Canoas suspende atendimentos por falta de médicos
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Centro Obstétrico do Hospital Universitário de Canoas suspende atendimentos por falta de médicos

Simers garante respaldo jurídico aos profissionais e cobra soluções para recompor escalas e regularizar pagamentos

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11/02/2026 13:59

O Centro Obstétrico do Hospital Universitário de Canoas teve os atendimentos temporariamente suspensos até as 19h desta terça-feira (11) em razão da insuficiência de médicos nas escalas de plantão. A situação ocorreu após não haver profissionais disponíveis para a troca de turno, fazendo com que os médicos que estavam de plantão permanecessem além do horário previsto. A decisão foi tomada com orientação do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, que prestou respaldo ético e jurídico aos profissionais.

Diante do cenário, a administração hospitalar optou por suspender temporariamente os atendimentos no Centro Obstétrico, mantendo os médicos em regime de sobreaviso para situações de emergência. Os profissionais também se comprometeram a colaborar na reorganização das escalas médicas durante o período de transição contratual, até a entrada da nova empresa responsável pelo serviço, prevista para 1º de março. Segundo o Simers, os médicos vinham relatando de forma recorrente falhas na cobertura dos turnos, com sucessivos alertas formais à gestão hospitalar sobre riscos assistenciais, sem que medidas efetivas fossem implementadas.

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Com orientação do Sindicato, os profissionais registraram boletim de ocorrência e acionaram a Comissão Técnica da instituição. A diretora do Simers, Denise Afonso, destacou que os médicos não podem ser responsabilizados por falhas estruturais da gestão. “Nossa atuação é para proteger o profissional e, ao mesmo tempo, preservar a segurança do paciente”, afirmou. O Sindicato também informou que mantém acompanhamento permanente da situação, oferecendo suporte jurídico aos médicos e cobrando providências das autoridades responsáveis.

A crise ocorre em meio à transição na gestão das escalas médicas. A empresa MedIntegra deixou de atuar em 1º de fevereiro, e a nova empresa, Promed, ainda em fase de negociação, deve assumir o serviço em 1º de março. O intervalo contribuiu para a redução progressiva de médicos nas escalas, agravada por histórico de atrasos salariais. Parte dos valores de dezembro foi quitada pela Associação Saúde em Movimento, mas ainda há pendências que serão negociadas com a Prefeitura de Canoas. O Simers segue monitorando o caso e cobrando soluções.

Tags: Hospital Universitário HU Canoas Centro obstétrico

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