Médicos que atuavam no Centro Obstétrico do Hospital Regional de Montenegro (HRM) denunciaram ao Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) que estão sem receber novamente. A reunião da noite desta terça-feira, 3, foi coordenada pela conselheira Lúcia Osório, com participação das assessorias jurídica e de relações governamentais. Os profissionais relataram que a instituição não pagou os valores de janeiro e de parte de fevereiro. No dia 6, a direção optou por fechar o setor.
Esse é mais um capítulo da história que se repete no HRM. Entre dezembro de 2024 e maio de 2025, os médicos deixaram de receber. Eles prestam serviço como Pessoa Jurídica (PJ). Segundo os profissionais, a dívida acumulada com todo o corpo clínico do hospital está em torno de R$ 7 milhões. Muitos entraram com ações na justiça e vários saíram das escalas. Para manter as atividades, a partir de junho, a direção passou a pagar a cada dez dias, condição que se manteve só até dezembro.
Antes, os contratos das diversas especialidades eram feitos direto entre a instituição e os médicos, mas com a falta de pagamento e sem perspectiva de saldar a dívida, a direção optou por contratar terceirizadas para assumir as escalas. Devido ao histórico do hospital, algumas empresas não conseguem encontrar profissionais dispostos a trabalhar sem garantia de recebimento.
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O Simers irá procurar o HRM para negociar uma solução, assim como outros órgãos competentes. O hospital, que é referência para 14 municípios do Vale do Caí, mantido pela Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas e está em recuperação judicial desde abril de 2024.
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