A mobilização do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) para denunciar a grave crise da saúde em Canoas e garantir condições dignas de trabalho aos profissionais de saúde teve um desdobramento importante nesta semana. O Ministério Público do Estado (MP-RS) instaurou um inquérito civil para investigar a desassistência médica no Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC), após o Simers expor a situação crítica da rede municipal de saúde em reunião com o promotor de Justiça Márcio Bressani.
A decisão do MP ocorre após a emissão de um documento que solicitava o fechamento da emergência do HPSC devido à falta de médicos essenciais para o atendimento, como cirurgiões plásticos, de sutura e neurocirurgiões. O próprio diretor técnico da instituição havia reportado a situação na última segunda-feira (31), mas foi demitido no mesmo dia, após formalizar o pedido de fechamento da unidade.
A Secretaria Municipal de Saúde de Canoas recebeu a notificação do MP nesta quarta-feira (2) e tem até quinta-feira (3) para se manifestar sobre as ações que pretende adotar para resolver a crise.
A atuação do Simers tem sido fundamental para dar visibilidade à situação caótica da saúde pública de Canoas e cobrar soluções urgentes das autoridades. Durante reunião realizada na última segunda-feira (31) com o MP, a entidade apresentou dados concretos sobre as condições precárias das unidades de saúde do município, destacando os riscos enfrentados tanto pelos profissionais quanto pela população que depende do atendimento.
O promotor Márcio Bressani reconheceu a gravidade da situação e propôs a criação de um canal de mediação institucional através do programa Mediar, do Ministério Público do RS. A iniciativa visa reunir os principais atores da gestão e prestação de serviços de saúde para construir um plano articulado de recuperação do sistema público em Canoas e na Região Metropolitana.
O Simers reafirma seu compromisso na defesa dos médicos e da saúde da população, cobrando soluções efetivas para o caos instalado em Canoas. A abertura do inquérito pelo Ministério Público é um reflexo direto do alerta feito pelo sindicato e representa um avanço na busca por responsabilização e melhorias estruturais.
A entidade continuará monitorando os desdobramentos do caso e atuando para garantir condições de trabalho adequadas aos profissionais da saúde, além de atendimento digno e seguro à população de Canoas e região.
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