O Núcleo de Psiquiatria do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) alerta, novamente, para a falta de estrutura no atendimento da saúde mental, que se traduz mais uma vez em um desfecho trágico. Na manhã desta terça-feira, 13, Paulo José Chaves dos Santos, 35 anos, em aparente surto psicótico, morreu em abordagem da Brigada Militar.
Familiares relataram ter chamado a corporação após tentativas fracassadas em contatar o SAMU. Isso mostra que o Poder Público está falhando reiteradamente na assistência a quem precisa de tratamento psiquiátrico, insistindo em fechar emergências e sucateando serviços especializados.
Infelizmente, o caso de hoje repete a situação vivida pela família de Herick Vargas, de 29 anos, morto a tiros por PMs há menos de quatro meses em Porto Alegre, e mostra que a desassistência ocorre em todo o estado. O Núcleo de Psiquiatria defende que o acesso a atendimento de saúde mental e o acompanhamento do tratamento dos pacientes são essenciais. Sem isso, a sociedade seguirá vendo o aumento de óbitos que poderiam ser evitados.
O papel da Brigada Militar é atuar na segurança e, nesses casos, dando condições para que equipes de profissionais médicos possam prestar atendimento. Mas, para isso, é preciso que os serviços de saúde mental funcionem e que haja equipes especializadas no SAMU. E essas medidas são urgentes.
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