Quando o amor é maior que o susto
A Luta

Quando o amor é maior que o susto

PSIQUIATRA, LUCIANA BRIDI PRECISOU REDESCOBRIR O AUTISMO QUANDO SEU FILHO FOI DIAGNOSTICADO COM O TRANSTORNO

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29/06/2018 10:00

PSIQUIATRA, LUCIANA BRIDI PRECISOU REDESCOBRIR O AUTISMO QUANDO SEU FILHO FOI DIAGNOSTICADO COM O TRANSTORNO

  Luciana Bridi e seu filho Como uma paleta de cores, ele se desenha em nuances sutis, que mostram gradações das mais brandas até as mais intensas. Não por acaso, também recebe o nome de espectro. Para a psiquiatra Luciana Bridi, o autismo era exclusividade do trabalho como médica, até que recebeu o diagnóstico de seu filho caçula, Pedro, e precisou reaprender o significado da condição, ainda sem cura. Atenção redobrada, sensibilidade, compreensão, insegurança e muitas dúvidas.  Sentimentos que ainda hoje preenchem os dias de Luciana. “Mesmo sendo médica psiquiatra, foi muito difícil lidar com o diagnóstico. É uma condição crônica”, explica.

Redescoberta

Pedro foi diagnosticado como autista com um ano e meio, em 2012, depois de algumas idas e vindas. A desconfiança de que havia algo incomum veio a partir de sinais da rotina: com pouco mais de um ano, ele ainda não engatinhava, não compreendia o que a mãe falava e não aprendia coisas típicas da fase. “Desde lá, é um aprendizado diário”, relata. Mesmo sendo psiquiatra, Luciana confessa que não dominava todos os aspectos da doença: foi por conta do filho que ela passou a conhecer os detalhes do autismo e se transformou em uma militante na área. “Sempre lembro de uma frase que ouvi certa vez de um pai e que me marcou. Ela diz que quando o amor é maior que o susto, tudo se resolve”, destaca. Luciana Bridi e seu filho

Conscientização do autismo

Sua experiência com Pedro incentivou Luciana a escrever a história de um menino autista que busca a inclusão na sociedade por meio dos sonhos das pessoas. A trama acabou se transformando na obra "O Menino e o Sonho", livro da médica publicado em 2016 pela Age Editora. Emocionada, ela conta que o filho já perguntou se ele era o menino do livro. “Eu disse que até foi em algum momento. Mas eu o vi mudar tanto com o tratamento, que hoje a realidade já é outra”, explica a psiquiatra. Com ilustrações do artista gráfico Paulo Thumé, a obra ajuda familiares a romper preconceitos. É também acessível a pessoas com deficiência visual, contendo um CD com a narração da história.   A reportagem integra a edição 77 da Revista VOX Medica, do Simers.  
Tags: Vox Medica autismo

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