
Foto: Cássia Oliveira/Ascom Simers
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) esteve presente na manhã desta terça-feira, 23, na reunião da Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam), da Câmara Municipal de Porto Alegre. A diretora Ana Coronel representou o Simers na atividade que debateu a mudança de gestão em Unidades de Saúde da Capital, com redução salarial e precarização do atendimento à população.
“Quem de nós aceitaria exercer a mesma função com redução salarial? É isso que está sendo imposto aos profissionais da saúde e isso é inaceitável. O Sindicato não irá aceitar. Nós vamos lutar para que isso seja revisto”, disse a diretora Ana Coronel.
Estavam presentes representantes sindicais de outras categorias da saúde, vereadores e integrantes do Instituto de Apoio à Gestão Pública (IAG). A Administração Municipal se fez presente pela secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Carolina Weber; e a diretora da Atenção Primária à Saúde (APS) da SMS, Vânia Frantz, entre outros representantes. A pauta foi proposta pelo vereador Aldacir Oliboni (PT) e conduzida pela vereadora Cláudia Araújo (PSD), presidente da comissão. O debate também foi acompanhado pela conselheira do Simers Denise Sandim Affonso e pelas assessorias política e jurídica do Sindicato.
Questionada pelos vereadores presentes a respeito da real redução salarial que os trabalhadores terão e se poderia apresentar na reunião a tabela de salários, a gestora do IAG presente, Denise da Silva, não a apresentou e se comprometeu a enviar às informações à comissão. Confirmou, porém, as reduções salarias, argumentando o respeito aos pisos de cada categoria.
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O impacto da redução salarial na qualidade do serviço oferecido e na manutenção das equipes de profissionais que atendem a população foi defendido pelos presentes. “A Atenção Primária é a porta de entrada ao sistema de saúde. Se ela quebrar, quebra o sistema. E é o que estamos presenciando ao longo dos anos, com o descaso à Atenção Primária. É responsabilidade da gestão pública zelar pelo sucesso da Atenção Primária e pela qualidade da saúde”, defendeu Ana Coronel.
Presidente da comissão, Cláudia Araújo citou que a empresa que assume deveria manter os salários praticados pelas gestoras anteriores. “Minha preocupação que as equipes saiam porque os profissionais vão buscar melhores salários. E se perde o vínculo de profissionais com aquela unidade”, expôs a vereadora.
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