
Fotos: Cássia Oliveira/ASCOM Simers
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) realizou na manhã desta terça-feira, 11, novas visitas a Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Porto Alegre que passaram para a gestão do Instituto de Apoio à Gestão Pública (IAG). Ao assumir a administração de 67 UBSs da Capital, o instituto reduziu salários de trabalhadores, levando à saída de profissionais e à precarização do atendimento à população.
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A conselheira do Sindicato Denise Affonso e a assessoria de relações governamentais da entidade estiveram nas unidades Campo da Tuca e Morro Santana ouvindo médicos e entregando material informativo da troca de gestão aos pacientes. Na Clínica da Família Campo da Tuca, chamou a atenção o relato de uma paciente que pediu para conversar com a equipe. Ela fazia acompanhamento com um médico da unidade, que saiu pela redução salarial e das condições de trabalho. Desde então, a falta de médicos e os problemas no atendimento são constantes. “Médicos saíram e não chegou ninguém. A única que ficou também está indo embora”, conta a usuária da unidade.
Soropositiva, ela percebe a diferença de ser atendida por um profissional vinculado à comunidade. “O doutor que me atendia e ajudou em questões bem graves foi embora pela troca de gestão. E, pra mim, foi terrível porque toda vinda pra consulta a gente tem que explicar o que tem de novo, porque o médico não é daqui e não sabe o que tu tem”, relata a paciente.

Na unidade Campo da Tuca, localizada no bairro Partenon, Zona Leste, na manhã desta terça era registrada a falta de dois médicos, sendo que uma das vagas está desocupada há mais de 30 dias. A partir do turno da tarde o déficit aumentaria para três, já que um profissional estava deixando a unidade por estar há mais de 30 dias atuando sem contrato, em um vínculo que era para ser Pessoa Jurídica (PJ), mas que, na verdade, se assemelha ao de sócio cotista.
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Na Clínica da Família Morro Santana, no bairro Protásio Alves, Zona Leste, a equipe de médicos estava completa, mas, do total de oito profissionais, quatro tiveram de ser substituídos após a mudança de gestão. Dois médicos foram contratados como PJ, o que gera preocupação na comunidade e na equipe da unidade sobre sua permanência e trocas futuras.
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