Unidades de urgência e emergência dos Vales do Rio Pardo e Taquari são visitadas pelo Simers
Defesa

Unidades de urgência e emergência dos Vales do Rio Pardo e Taquari são visitadas pelo Simers

Compartilhe

24/03/2026 16:02

Hospital Santa Cruz

Entre os dias 18 e 20 de março, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) percorreu cinco cidades das regiões dos Vales do Rio Pardo e Taquari para mapear a realidade da medicina de emergência. A agenda revelou um cenário de alta demanda, relatos de insegurança e pressão por atestados, além de dificuldades estruturais no fluxo de transferências para hospitais de referência.
A mobilização, organizada pelo Núcleo de Medicina de Emergência, passou por Santa Cruz do Sul, Monte Alverne, Lajeado, Estrela e Teutônia. Participaram da ação os conselheiros Erich Brack, Karen Koff da Costa e Cristiano Pilz, acompanhados pelas assessorias jurídica e de relações governamentais da entidade. O foco central foi ouvir os profissionais sobre condições de trabalho, segurança e impacto da sobrecarga assistencial no interior do Estado.

Alta demanda de pacientes
Na quarta-feira (18), o Sindicato esteve na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central, no Centro Materno Infantil 24h (CEMAI), na Casa de Saúde Ignez Irene e na UPA Esmeralda, em Santa Cruz do Sul. As unidades registram alto fluxo diário de pacientes: a UPA Central realiza cerca de 230 atendimentos em 24 horas; o CEMAI, aproximadamente 150 atendimentos por dia; a Casa de Saúde Ignez Irene, entre 130 e 150 atendimentos diários; e a UPA Esmeralda, em torno de 150 atendimentos por dia.
Nos locais, os relatos apontaram sobrecarga assistencial, dificuldades para encaminhamento de pacientes e episódios de ameaças e intimidação contra médicos. Também houve queixas relacionadas à falta de compreensão sobre a triagem e os critérios de prioridade no atendimento, o que amplia a pressão sobre as equipes.
Em algumas unidades, os profissionais também relataram limitações estruturais, como restrição de exames e obstáculos para transferir pacientes a hospitais de referência, o que compromete o fluxo assistencial e aumenta o tempo de permanência dos pacientes nos serviços.

LEIA MAIS

Simers se reúne com prefeitura e MP sobre o fechamento do Pronto Atendimento de Teutônia

Simers realiza visita técnica em unidades de saúde de Lajeado

Simers no Vale do Taquari: saúde de Estrela fortemente prejudicada por desastre natural

Desafio de qualificação 
Na manhã de quinta-feira (19), a equipe visitou o Hospital Beneficente Monte Alverne, que registra em média 30 a 35 atendimentos por dia, em que os profissionais relataram alta demanda para a realidade local, mas sem problemas relacionados a pagamentos ou violência.
“A realidade da medicina de urgência e emergência no interior é muito diferente da vivida nos grandes centros. Em Porto Alegre, muitas vezes há para onde encaminhar o paciente, há mais recursos e uma rede mais estruturada”, afirmou o conselheiro Erich Brack. De acordo com o diretor, no interior o médico precisa lidar com a falta de especialistas, de vagas e de suporte, e muitas vezes precisa improvisar para garantir o atendimento. 
“É fundamental que o Simers esteja presente nessas regiões, conhecendo de perto essa realidade, ouvindo os profissionais e ajudando a construir uma rede que funcione tanto do ponto de vista assistencial quanto administrativo”, destacou. 

Atenção à violência
À tarde, a conselheira da entidade Karen Koff se juntou à equipe na visita ao Hospital Santa Cruz e ao Hospital Ana Nery. No Hospital Santa Cruz, médicos relataram episódios de violência verbal e dificuldades para compor equipes em áreas críticas. Na emergência, são feitos cerca de 150 atendimentos por dia.  
No Hospital Ana Nery, a avaliação foi positiva em relação à estrutura e à organização do serviço, com adequada percepção das condições de trabalho no atendimento. No total, são atendidos cerca de 60 pacientes de convênio e particular por dia.
“Nos dois locais visitados, a impressão foi positiva: são hospitais organizados, com boa estrutura e sem carência de recursos. Não identificamos, nessas agendas, situações mais graves, mas sabemos que a violência contra os médicos nem sempre é física. Muitas vezes, ela aparece em forma de agressão verbal, desrespeito e desgaste provocado por ambientes de maior pressão e superlotação”, afirmou Karen.

Leia as demais visitas aqui

Simers: coragem para defender e gestão para avançar! Associe-se! 

UPA Esmeralda
Hospital Monte Alverne
Hospital Ana Nery
Centro Materno Infantil 

 

Tags: Núcleo de Medicina de Emergência

Aviso de Privacidade

O Simers utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para melhorar a experiência de usuário. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.

Ver Política