A Medicina

Noite de música no Museu de História da Medicina do Estado

25/04/2018 18:59

Público pode prestigiar um repertório de clássicos da música popular. Foto: Guilherme Tubino/Simers
Público pode prestigiar um repertório de clássicos da música popular. Foto: Guilherme Tubino/Simers
Por alguns momentos eles trocam os jalecos, estetoscópios e consultórios param se dedicarem a outra paixão: soltar a voz nos palcos. São médicos de diversas especialidades e faixas etárias que fazem parte do “Médicos & Música”, que na noite da última quinta-feira (19/04), se apresentaram no Museu da História da Medicina do Rio Grande do Sul (MHUM). O projeto começou no início dos anos dois mil e atualmente conta com 11 membros. As apresentações faz parte do projeto “Médicos e Arte”, que dá a oportunidade dos médicos mostrarem sua arte, lançado pelo Muhm, na mesma noite, Samba, bolero, música tradicionalista e por aí vai. O repertório é grande e diversificado para animar as apresentações. O público vibrou, cantou junto com os médicos e lotou o espaço reservado no Muhm. Entretanto, não é de agora que esses especialistas resolveram otimizar o tempo para as duas paixões que envolvem suas vidas. Entre consultórios e apresentações musicais, lá se vão 17 anos de projeto. “Tudo começou em 2001, mas na verdade foi uma continuação. eu e outros cantores médicos participávamos de um grupo de canto lírico e tínhamos um evento no teatro da AMRIGS, todos os anos, de canto lírico, e outro na semana do médico. Como eu gostava de música popular, no evento da semana do médico, eu cantei música popular misturado com os outros que cantavam lírico. Então, assim surgiu a ideia de fazer um grupo de música popular. Alguns que cantavam música clássica migraram para este grupo. E depois, outros médicos se integraram”, conta uma das idealizadores do projeto “Médicos e Músicos”,  Bernadete Medeiros Boff. Para juntar um número razoável de médicos que cantassem, a divulgação do grupo foi feita dentro da própria AMRIGS . Dessa forma, os médicos interessados a participar foram avisando outros e, assim, o grupo foi se formando. Bernadete conta que nas primeiras apresentações a escolha das canções era feita de maneira mais livre, de acordo com o que cada um gostava mais de cantar. Depois de um tempo, os shows foram ficando mais temáticos. “Logo que montamos o grupo, começamos a ensaiar todos os meses. No início era um repertório bem diversificado, mas depois começamos a fazer eventos temáticos com roteiro, como os cem anos do Lupicínio Rodrigues”, explica. Segundo a diretora do Simers, Ariadene Porciúncula o projeto mostra a versatilidade de pessoas que conseguem conciliar as duas atividades mantendo um nível de excelência. “O projeto é excelente, pois nos apresenta pessoas que apesar da dureza de tratar a vida do ser humano, acham tempo para tratar do espírito deles, de seus pacientes e de todos aqueles que os assistem. Eles fazem na arte da cura a excelência do trabalho e na bela arte da música, cantar”, diz Ariadene. Medicina e cultura. Para a diretora da entidade médica, Não haveria lugar mais propício para juntar as duas artes do que no Muhm. “O museu é onde concentramos a história da medicina do estado e inúmeras atividades científicas e também do lazer. O lugar para a apresentação não podia ser melhor”, salienta Ariadene.  Após tanto tempo, essa é  apenas a primeira vez que o grupo se apresenta no Muhm.
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