A Luta

Após arrastão, posto de saúde de Canoas vai ganhar reforço na segurança

22/07/2016 17:48

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Diretora do SIMERS (C) visitou posto atacado por bandidos. Foto: Divulgação/SIMERS
A Unidade Básica de Saúde União, localizada no bairro Mathias Velho, em Canoas, vai contar, dentro de no máximo 45 dias, com um botão de pânico, para acionar as autoridades em casos de ocorrência. A promessa é do secretário municipal de Segurança, Alberto Kopittke, durante reunião nesta sexta-feira (22), no posto de saúde, da qual participou o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS). O posto de saúde foi fechado após o registro de um arrastão na unidade no final da tarde de quinta-feira (21). Pelo menos dois assaltantes armados entraram na unidade e renderam os vigilantes, que não trabalham armados. Depois de fazerem um médico e uma técnica de enfermagem reféns, roubaram o veículo do profissional e pertences dos profissionais de saúde, além de três pacientes que aguardavam atendimento no local. Nesta sexta, o posto não atendeu os pacientes da comunidade. A Brigada Militar se comprometeu a colocar uma viatura no local no horário de atendimento estendido do posto, entre 17h e 19h, até que os bandidos sejam capturados, além de rondas mais seguidas na região. Entre outras medidas anunciadas estão a criação de um grupo de WhatsApp com os telefones de autoridades policiais, o reforço no cercamento da unidade e maior controle no fluxo interno no posto. Nesta sexta-feira, o secretário municipal de Saúde, Marcelo Bósio, Kopittke e representantes do SIMERS e da Brigada Militar reuniram-se com funcionários do posto para falar sobre o caso e buscar formas de coibir a violência. Conforme o secretário de Segurança, os guardas municipais passarão a usar armas dentro de duas a três semanas. Bósio disse lamentar o ocorrido e afirmou que trata-se de um caso isolado. Acrescentou que a intenção é instalar fibra ótica no local para a instalação de um sistema de videomonitoramento. A diretora do SIMERS Gisele Lobato disse que o Sindicato é solidário com os profissionais do posto de saúde. "O problema da violência é muito grave e vamos cobrar medidas. Nossa preocupação é com a segurança na saúde pública e em apoiar os médicos", salientou.
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