Sindicato Médico do Rio Grande do Sul - Simers
A Luta

Dia das mães: Dar à luz um dos momentos mais felizes da mulher

12/05/2017 07:55

Eleonora a espera do Felipe, Dr Angelo com o bebê, Dr Angelo e Felipe em abril de 2017 (fotos arquivo pessoal)
Eleonora à espera de Felipe (foto 1), Dr Angelo com o bebê (foto 2), Dr Angelo e Felipe em abril de 2017 (foto 3) -  Fotos arquivo pessoal
Décadas atrás, era muito comum falar “morreu de parto”. O hábito de dar à luz em ambiente hospitalar, com procedimento feito pelo médico e todos os recursos disponíveis, mudou completamente essa realidade. Cada vez mais presente no nosso dia a dia, a tecnologia permite que médicos e pacientes saibam como está o desenvolvimento da criança durante os nove meses de gestação, com a ajuda de exames feitos em aparelhos de última geração e muitas vezes salvando vidas. Mas nem sempre foi assim. A professora de artes plásticas de Santana do Livramento Eleonora Civeira da Rocha, teve o seu primeiro filho há 37 anos, uma época em que o pré-natal era feito sem ecografias. Um dos exames existentes na década de 80 era o Raio-x, mas não permitia descobrir o sexo da criança. “O Felipe nasceu de parto normal no dia previsto, 29 de abril. Tive uma ótima gestação e um parto muito tranquilo. Às 6h30 liguei para o médico que me atendeu dizendo que estava tomando um mate e só esperando a ligação. Nessa época, o sexo do bebê era descoberto somente com o nascimento da criança. Não existiam exames como hoje em dia”, destaca Eleonora. O médico que estava aguardando a ligação da professora era Ângelo Oliveira Aguiar. Formado em Medicina pela UFRGS em 1958, Aguiar é do tempo em que o médico que trabalhava em cidade do interior fazia de tudo um pouco. “Na minha época era difícil um médico fazer só parto ou só cirurgia. No interior, a pessoa era clínico-geral, realizava partos, fazia cirurgias”, relembra ele, que começou sua carreira no Hospital Santo Antônio, em Getúlio Vargas. Logo voltou para sua terra natal, Santana do Livramento, onde atua até hoje. No entanto, depois de 30 anos realizando partos, Aguiar seguiu na área da cirurgia vascular. Eleonora teve sua segunda filha em 1983, uma época em que o pré-natal já contava com exame de ecografia, realizado para acompanhar o desenvolvimento da criança possibilitando aos pais saberem também o sexo do bebê. “Como na época do Felipe não tinha como saber o sexo, no parto da Helena, meu marido também não quis saber se estávamos esperando uma menina ou outro menino. Como o médico era conhecido da família, pedi para ele me contar escondido, então fui comprando o enxoval aos poucos, de forma discreta para não estragar a surpresa”, relembra.
Dr Angelo com o médico Otávio Rocha e a esposa Eleonora (fotos arquivo pessoal)
Dr. Angelo com o médico Otávio Rocha e a esposa Eleonora (fotos arquivo pessoal)
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