A Luta

Médicos do Hospital São Vicente de Paulo estão com três meses de salários atrasados e podem parar na próxima semana

29/11/2018 00:00



Administração do hospital garantiu pagamentos até o dia 30 de novembro.Foto:Guilherme Tubino/Simers
Administração do hospital garantiu pagamentos até o dia 30 de novembro.Foto:Guilherme Tubino/Simers

O Simers retornou a Osório, na tarde desta terça-feira (27), para verificar a situação do hospital São Vicente de Paulo (HSVP), após a greve de funcionários e reclamações sobre falta de insumos básicos e fármacos, como ocitocina. Por um lado, os medicamentos vieram de Santa Cruz do Sul e o estoque foi reposto. Entretanto, a entidade médica se deparou com o mesmo cenário desde a última reunião com a gestão do hospital, em 29 de setembro: médicos do bloco cirúrgico estão com atrasos salarias.

Especialistas do Centro Obstétrico, como anestesistas, cirurgiões e pediatras não recebem as competências desde agosto deste ano. Mesmo com o atraso de três meses, os médicos não deixam de cumprir suas obrigações em prol da saúde da população. O hospital alega que irá quitar os atrasados após receber mais um repasse do Estado, até esta sexta-feira (30). 

Em reunião com a gestão, o Simers entregou um aditivo ao contrato dos anestesistas, que estabelece que as responsabilidades do grupo serão apenas nas 24h dos dias úteis, excluindo finais de semana e feriados, por conta dos atrasos nos repasses da remuneração. Entretanto, grupo de médicos do Centro Cirúrgico não descarta suspender as atividades caso os honorários permaneçam em atraso.

Para o diretor do Simers, André Gonzales a situação é arriscada, principalmente, para a saúde da população. “Com os atrasos desde agosto, os médicos estão trabalhando e vendo suas perspectivas financeiras indo por água abaixo. Se, por acaso, não houver a reposição desse dinheiro, os profissionais irão se sentir desobrigados e aos poucos algumas atividades não mais serão feitas, como por exemplo a responsabilidade da mesma equipe também pelos plantões de feriados e finais de semama. Isso vai  prejudicar a eficiência da assistência prestada, colocando em risco a saúde dos pacientes ”, salienta Gonzales.

 

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