Defesa

Núcleo de Combate à Precarização da Medicina identifica dificuldades para o exercício profissional

13/04/2021 11:15

Em reunião para análise de denúncias, o Núcleo de Combate à Precarização da Medicina do Simers (Sindicato Médico do Rio Grande do Sul) estabeleceu estratégias que visam alertar os médicos sobre a importância da identificação de situações que dificultam o trabalho e podem colocar em risco a saúde do profissional, especialmente durante o enfrentamento da Covid-19. O NCPMS vai propagar exemplos de casos que evidenciam a falta de condições adequadas para o trabalho médico e conscientizar profissionais, sociedade e gestores sobre a necessidade da promoção de ambiente e estrutura adequados, segurança e valorização aos profissionais, principalmente aos que estão na linha de frente contra o coronavírus. 

Um dos casos relatados por médicos através do Canal de Denúncias do Simers foi a falta de chuveiro no ambiente de trabalho para que os profissionais, ao fim do plantão em unidades Covid-19, possam fazer a higiene completa após a desparamentação. “Muitos médicos se contaminam justamente no momento de retirar as roupas que fazem o isolamento do paciente contaminado", observou o médico, que não se identificou no comunicado ao Simers. 

Outra questão que chega com frequência com pedido de providências da entidade médica é o armazenamento adequado de EPIs (equipamentos de proteção individual) e de uniformes de profissionais que atuam em emergências e em UTIs. Além disso, há relatos sobre a necessidade de ambientes mais arejados, mais seguros e com melhor estrutura de acolhimento ou para alimentação no horário propício aos médicos.

O diretor de Metropolitano do Simers, Jefferson Boeira, destaca a importância desse trabalho de alerta “aos profissionais que estão focados no seu trabalho-fim e esquecem de que sua saúde é fundamental para cuidar da saúde dos pacientes". A médica Gisele Belloli, coordenadora do NCPMS, ressaltou a necessária urgência de campanha de conscientização sobre os diferentes fatores que produzem a precarização do trabalho médico, ao explicar que "há profissionais com plantões de 36 horas, que não conseguem local para alimentação, hidratação ou repouso". A médica ainda destacou que a precarização do trabalho médico está nas mínimas dificuldades enfrentadas para o exercício da profissão, as quais são potencializadas a partir da falta de pagamentos acordados.

O Simers está atento a todas as situações e denúncias para encaminhar esclarecimentos e soluções aos casos apresentados, a fim de possibilitar que os médicos tenham as melhores condições para o exercício da profissão e, com isso, garantir à população atendimento em saúde com qualidade e dignidade. 

A entidade entende que a categoria merece melhores estruturas no ambiente de trabalho, remuneração, cuidados com a saúde integral e respeito. Nesse sentido, o Simers mantém campanha permanente de valorização do médico, disponibiliza ações de profissionais especializados da assessoria jurídica e política e promove encaminhamentos aos órgãos específicos, a fim de combater a precarização e qualquer desconforto que possa afetar a atividade médica. Denúncias podem ser encaminhadas ao e-mail denuncia@simers.org.br
 

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