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A Luta

Veja o que muda com a regulamentação da Anvisa para os coletores menstruais

30/03/2017 12:24

coletor menstrual
A partir de agora, a Anvisa regula os coletores menstruais no país. Foto: Errikaboo/CC BY-SA 4.0
Opção ao uso do tradicional absorvente, o coletor menstrual tem se popularizado entre as mulheres. Desde a última semana, no entanto, a produção e comercialização do produto ganharam novas regras, com a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada no Diário Oficial da União no dia 20. Entre as principais definições, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 142 determina que o material do coletor seja atóxico e livre de fragrâncias ou inibidores de odores. Na rotulagem, passa a ser obrigatória a presença de orientações sobre o uso correto e a frequência de remoção do “copinho” (como é popularmente conhecido) para descarte do conteúdo menstrual. A embalagem também precisa informar sobre a possibilidade de ocorrência da Síndrome do Choque Tóxico, doença rara e causada por toxinas liberadas pela bactéria Staphylococcus aureus - é comum que o quadro esteja associado ao uso de absorventes internos por períodos prolongados. Deve constar ainda orientação para que a usuária busque ajuda médica em caso de dificuldade na remoção do coletor menstrual. Além disso, os fabricantes são obrigados a realizar testes em humanos e apresentar à Anvisa resumo que ateste a segurança do produto final oferecido para consumo. Para a professora de ginecologia e obstetrícia da na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Jaqueline Lubianca, as medidas devem garantir mais qualidade nos coletores comercializados e oferecer instruções mais precisas de uso.

Cuidados na hora do uso

Pela falta de estudos clínicos mais prolongados e específicos, Jaqueline explica que não recomenda diretamente o uso do coletor menstrual. No entanto, possui pacientes adeptas ao produto. “Normalmente, são mulheres preocupadas com as questões ambientais e que gostam de praticidade, já que ele é reutilizável. O fator econômico também costuma ser um diferencial”, destaca. A principal recomendação da médica é para o tempo de uso contínuo, sem tirar o “copinho”, que não deve ultrapassar seis horas, assim como é indicado para o absorvente interno. “A cada vez que é esvaziado, basta lavar com água corrente. Como o próprio ambiente da vagina possui bactérias, não é necessário que o objeto seja esterilizado, apenas que esteja higienizado”, complementa. Uma dica é a utilização de um despertador no celular para não deixar passar a hora de remover o coletor. Jaqueline lembra ainda que o uso não é recomendado para mulheres que nunca tiveram relações sexuais. Fora isso, o cuidado fica por conta da escolha do tamanho certo, que ajuda a evitar desconfortos e vazamentos. Em geral, eles são segmentados entre mulheres que são mães e aquelas que ainda não tiveram filhos, além de definições por faixa etária.

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