Médicos da APS de Porto Alegre apontam ao Simers dificuldades quase três meses após troca de gestão
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Médicos da APS de Porto Alegre apontam ao Simers dificuldades quase três meses após troca de gestão

Sindicato levará demandas para mediação com o Ministério Público do Trabalho

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23/09/2026 17:55

As atuais condições de trabalho dos médicos que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Porto Alegre que passaram por troca de gestão foram pauta de reunião realizada nesta terça-feira, 22, pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers). Relatos dos problemas na Atenção Primária em Saúde que seguem ocorrendo quase três meses após a mudança de gerência serão levados para agenda com o Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição do Ministério Público do Trabalho (MPT/Nupia).

Entre os relatos, apareceram problemas concretos do dia a dia da assistência e dos vínculos de trabalho dos médicos sob gestão do  Instituto de Apoio à Gestão Pública (IAG). A intensa troca de profissionais das equipes, ocasionando desconhecimento de processos e necessidade de mais treinamento, é citada como grande dificuldade no trabalho cotidiano. Profissionais que já iniciaram na nova gestão também já abandonaram as unidades, ocasionando grande rotatividade.

“A sobrecarga relatada não aborda apenas o excesso de atendimentos, o que também ocorre. É muitas vezes uma ‘sobrecarga técnica’, por ter que resolver problemas além do adequado em função da falta de treinamento às equipes que são formadas para exercer as funções, muitas vezes, com profissionais inexperientes em atenção básica”, explica o coordenador do Núcleo de Atenção Primária e Medicina de Família e Comunidade Alexandre Silveira.

Outra questão muito destacada são dificuldades com o registro do ponto. As marcações dependem do aparelho celular do profissional, ocasionando que se o trabalhador estiver sem o telefone ele não consegue bater o ponto. Além disso, há registros errados, sem a marcação de horas extras realizadas e surgimento indevido de horas negativas dos profissionais,  problemas recorrentes nos valores dos vencimentos e demora na correção e pagamento. Relatos dão conta, ainda, de dificuldade de contato com o setor de Recursos Humanos, sem que os problemas sejam resolvidos e dúvidas esclarecidas.

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Problemas na limpeza das unidades, necessidade de cobertura em outras unidades por falta de profissionais, falta de materiais de trabalho e dificuldades para deslocamento às visitas domiciliares também estão entre os temas citados.

O IAG assumiu a gestão das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) na Zona Leste de Porto Alegre no início de julho. Em agosto também passou a gerenciar as unidades da Zona Norte, somando 67 UBSs. A redução salarial de diversas categorias profissionais gerou troca nas equipes e a precarização do atendimento à população.

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Tags: Atenção básica Atenção Primária e Medicina de Família e Comunidade saúde de Porto Alegre

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