Os médicos que atuam no Hospital de Alvorada e no Padre Jeremias, em Cachoeirinha, estão denunciando atraso nos pagamentos. Em reunião com a conselheira do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Lúcia Osório, e as assessorias jurídica e de relações governamentais, nesta quinta-feira, 9, eles relataram ter recebido apenas 35% dos honorários referentes a fevereiro. Segundo eles, não há previsão para quitação do restante. As duas instituições são administradas pelo Hospital Ana Nery, de Santa Cruz do Sul, através de contratos assinados pela Secretaria Estadual de Saúde.
Os profissionais estão preocupados com a possibilidade de repetição do que ocorreu quando a Fundação Universitária de Cardiologia saiu, em 2024, deixando dívidas para trás. “Infelizmente, está cada vez mais corriqueira essa situação de atrasos que está ocorrendo com a terceirização do atendimento na Saúde. Isso é inadmissível”, afirmou Lúcia Osório.
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A falta de comunicação por parte dos gestores é outra queixa dos médicos. Eles também estão indignados com os pagamentos que são feitos à vista quando há problemas nas escalas, enquanto o restante não recebeu a integralidade.
O Simers irá acionar os responsáveis pelos hospitais, além do Estado, para verificar o que está ocorrendo. Na próxima semana, os médicos devem decidir, em Assembleia Geral Extraordinária, que medidas irão tomar, incluindo a possibilidade de restrição nos atendimentos.
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