Médicos residentes do Hospital Universitário de Canoas vão parar na próxima semana
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Médicos residentes do Hospital Universitário de Canoas vão parar na próxima semana

Em AGE, os profissionais decidiram ser inviável seguir na formação, neste momento, devido situação caótica do HU

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23/01/2026 17:36

Os médicos residentes do Hospital Universitário de Canoas decidiram, por unanimidade, parar as atividades a partir de quinta-feira, 29, devido às condições caóticas da instituição. A resolução foi tomada, nesta sexta-feira, 23, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) convocada pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), comandada pelo presidente Marcelo Matias, com apoio do Núcleo do Médico Jovem, coordenado por Vinícius Conejo. 

A AGE foi chamada após o Simers receber relatos alarmantes sobre deficiências que interferem diretamente na formação dos médicos que fazem residência para se especializar em determinada área. “Há problemas em todos os setores, que comprometem o ensino e o futuro dos residentes e, também, a assistência à população. É inadmissível que não haja preceptores nas escalas”, enfatiza Matias. “Hoje o HU não tem condições mínimas para formação de residentes”, completa Conejo. 

Há falta de preceptores com a especialização adequada e de anestesistas para que ocorram os procedimentos. Os constantes atrasos nos pagamentos desses profissionais resultam em escalas incompletas e mal dimensionadas, causando prejuízos para a formação dos residentes. Também há deficiência em equipamentos e materiais.

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A mobilização vai afetar os programas de residência de pediatria, neonatologia, cirurgia geral, clínica médica, otorrinolaringologia, ginecologia e obstetrícia. As principais condições para que os residentes retornem são:

  • Pagamento em dia dos preceptores, que façam parte do corpo clínico, com a especialização pertinente em cada área e vínculo com a Comissão de Residência Médica (Coreme)
  • Pagamento em dia aos anestesistas para garantir a rotina de procedimentos
  • Escalas completas de especialistas e dimensionadas adequadamente ao número de leitos
  • Condições de atendimento à população, com acesso a exames, materiais e equipamentos adequados
  • Plano operativo que garanta aos residentes a realização de procedimentos para formação completa
  • Garantia de manutenção dos programas com as condições apropriadas

O Simers irá enviar ofícios à Aelbra (Associação Educacional Luterana do Brasil), mantenedora da Ulbra, à comissão e ao conselho estadual de residência médica, Cremers, Ministério Público e Secretaria Municipal de Saúde, além da empresa gestora do HU, a Associação Saúde em Movimento (ASM). Paralelamente, o Sindicato irá auxiliar na realocação ou transferência de residentes que desejam ir para outra instituição hospitalar.

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