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A potencial intenção do Governo do Estado de terceirizar todos os funcionários do Hospital Psiquiátrico São Pedro, inclusive o corpo clínico, pode colocar em risco a assistência aos pacientes da maior instituição pública de saúde mental do Rio Grande do Sul. Com essa preocupação, o Sindicato Médico do RS (Simers) reuniu os profissionais da categoria que atuam no local, na noite desta terça-feira, 5.
Pelo documento, preparado pelo Departamento de Gestão dos Hospitais Estaduais e que poderá dar base para licitação futura, todos os servidores seriam realocados em outras unidades de saúde. A empresa escolhida teria contrato de cinco anos, prorrogáveis por igual período, a um custo mensal de cerca de R$ 5 milhões para gerenciar os 90 leitos hoje ativos no São Pedro.
“Estamos vendo a deterioração não só de um local de assistência, mas de uma escola de formação de profissionais para todo o país”, alertou o presidente do Simers, Marcelo Matias. “E é um desmantelamento em um período onde aumentou o suicídio, o consumo de drogas e a demanda por assistência em saúde mental”, completou o coordenador do Núcleo de Psiquiatria, Ricardo Nogueira. Matias salientou que o Sindicato irá tomar as devidas providências para evitar que a medida seja colocada em prática.
Atualmente, a equipe médica do São Pedro é composta por servidores concursados e também por profissionais que atuam por uma terceirizada para completar as escalas. O contrato dessa empresa termina em novembro. A possível desassistência após esse período preocupa o Simers. Pela previsão do documento da Secretaria Estadual de Saúde (SES), o repasse do hospital à escolhida em licitação ocorreria em abril de 2027.
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A instituição possui a única enfermaria infanto-juvenil do estado. O hospital também é a maior referência em saúde mental do RS, atende pacientes de todos os municípios gaúchos e concentra casos de alta complexidade. Além disso, abriga um dos mais importantes programas de residência médica, hoje com 30 profissionais em formação. No documento da SES não há menção sobre o que ocorrerá com a especialização. O destino das equipes que hoje atuam no São Pedro e o futuro da residência médica também causam apreensão ao Sindicato.
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