
A conselheira do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) Denise Affonso percorreu diversos postos de saúde de Ijuí, no noroeste do Estado, na última quarta-feira, 1º. A ação, que também contou com as assessorias jurídica e de relações governamentais da entidade, teve como objetivo conhecer as demandas dos médicos que atuam na Atenção Básica do município para buscar melhores condições de trabalho. Entre as demandas elencadas pelos profissionais estão a falta de agentes de saúde e a ausência de um responsável técnico junto às unidades.
As visitas tiveram início no bairro Glória, pela Estratégia Saúde da Família (ESF) de mesmo nome. No local, a equipe do Sindicato conversou com os dois médicos que estavam prestando atendimento. Ambos relataram ser terceirizados pelo Consórcio Intermunicipal do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Cisa) e terem ingressado na unidade em março. O posto conta ainda com uma enfermeira e três técnicas de enfermagem, cinco agentes de saúde, além de dentista e nutricionista. Embora não tenha porteiro, a unidade tem câmeras de segurança nos corredores.
A população de abrangência da unidade é de 4,5 mil pessoas e a média de atendimentos diários pode chegar a 30 em dias de movimento intenso. Na manhã de quarta-feira, os corredores tinham diversos pacientes, entre adultos e crianças, aguardando por consulta. Apesar do movimento, não há relatos de falta de medicamentos ou insumos.
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Na sequência, o Simers visitou a EAP (Equipe de Atenção Primária) Colonial, no bairro 15 de Novembro. No local, há um médico que atende pela manhã e uma médica que atende à tarde. Ambos também são terceirizados pelo Cisa. Com uma média de 15 atendimentos por turno, o posto é referência para cerca de 2 mil pessoas de uma região de vulnerabilidade social. Além dos médicos, o posto também conta com enfermeira e nutricionista. Não há relatos de atrasos em pagamentos ou falta de medicações e insumos.

O Sindicato seguiu para a ESF Tancredo Neves, no bairro homônimo. No posto, que é referência para 3 mil pessoas, há dois médicos que se intercalam nos atendimentos de rotina e agendamentos. Ambos são terceirizados e a média de atendimentos é de 10 por turno. O posto também conta com nutricionista, enfermeira e um agente comunitário – o que é insuficiente para a população de abrangência. Segundo a equipe, já foram pedidos mais agentes à gestão, mas, até o momento, o pedido não foi atendido.
Já na ESF Modelo, a equipe do Simers foi recebida por duas médicas, sendo uma terceirizada pelo Cisa e outra residente. Um terceiro médico, que é estatutário, não estava presente no momento da visita. Segundo a equipe, a média de atendimentos é de 20 consultas diárias para uma população de 4 mil pessoas.
No local, há dificuldades com a solicitação de alguns exames, sendo que outros só podem ser pedidos após encaminhamento para especialista. Eventualmente, também faltam antibióticos. O posto conta ainda com dentista, nutricionista, duas agentes de saúde (quantidade insuficiente perante a população de abrangência), agente de endemias e uma psicóloga. O Simers visitou ainda as ESFs Meio Rural, Sol Nascente e Pindorama.
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