Simers pede o fim da residência em cirurgia geral no HU à Comissão Estadual de Residência Médica
Medicina

Simers pede o fim da residência em cirurgia geral no HU à Comissão Estadual de Residência Médica

Ofício foi enviado no início da tarde desta terça-feira, 27, às vésperas do início da paralisação dos residentes de diversas especialidades por falta de condições de aprendizagem

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27/01/2026 14:49

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) encaminhou ofício, nesta terça-feira, 27, à Comissão Estadual de Residência Médica (CEREM-RS), com cópia à Comissão Nacional, pedindo o descredenciamento do programa na especialidade de cirurgia geral no Hospital Universitário (HU) de Canoas. O documento, assinado pelo presidente Marcelo Matias, alerta para a deficiência na formação da especialidade.

O envio do ofício ocorre às vésperas da paralisação dos residentes de diversas áreas na instituição, decidida em Assembleia Geral Extraordinária, que inicia na quinta-feira, 29. Eles denunciaram ao Simers fatos que ameaçam a formação e a assistência à população. 

O Sindicato considera o pedido de fechamento de um programa residência uma medida extrema, mas necessária, em virtude da gravidade do atual cenário e inúmeras situações de exposição e risco assistencial apresentadas pelos residentes.

“Tomamos a iniciativa diante da inexistência de condições mínimas e adequadas para a realização das atividades formativas, em flagrante desconformidade com a legislação e normativas que regem a Residência Médica”, justifica Matias.

Confira um trecho do documento:

"A situação relatada pelos médicos residentes revela um quadro crítico, prolongado e atualmente insustentável, que persiste há mais de um ano, com agravamento progressivo. O serviço apresenta falta crônica e recorrente de materiais básicos indispensáveis à prática cirúrgica segura, instabilidade frequente da equipe de anestesiologia, volume extremamente reduzido de procedimentos cirúrgicos eletivos e de urgência, além de uma diminuição drástica do atendimento ambulatorial.

Tal cenário decorre, em grande medida, da inadimplência recorrente no pagamento dos honorários médicos, situação que vem culminando em instabilidade contínua no fechamento das escalas assistenciais, principalmente no que se refere aos anestesiologistas. Em razão da ausência de pagamento regular, não se consegue a contratação e manutenção de médicos anestesiologistas devidamente capacitados para o cumprimento das escalas, o que tem ocasionado frequentes cancelamentos de cirurgias."

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Devido à mobilização dos residentes, a CEREM-RS e a Comissão Nacional de Residência Médica farão uma visita técnica no HU, nesta quinta-feira, para avaliar as condições dos programas.

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